
Terminou há pouco, às 4h20 (horário de Brasília), a transmissão ao vivo pelo YouTube do show do U2 no The Rose Bowl, localizado em Pasadena, próximo a Los Angeles (EUA). O estádio é conhecido dos brasileiros por ter sido palco do tetracampeonato da Seleção Brasileira, em 1994.
A apresentação começou às 2h, com Breathe, do CD mais atual da banda, o regular No Line on the Horizon. Assim como acontece desde a Zoo TV Tour (1992 – 1993), o U2 apresentou um megaespetáculo. O gigantesco palco, localizado no centro do gramado, impressiona. Spider, apelido ganho em razão de sua semelhança com uma aranha, é a grande estrela do show.
Não é à toa que a Billboard estima que a atual turnê – U2 360 Tour – pode ter a maior arrecadação da história, superando a Vertigo Tour (2005 – 2006), que rendeu US$ 389 milhões.
Mas este é um blog sobre TV. E o que mais impressionou na transmissão ao vivo foi como a internet definitivamente revolucionou a forma como assistimos a televisão.
Não se trata apenas de downloads de séries ou de exibições ao vivo feitas de forma caseira ou profissional. Nem mesmo a possibilidade de assistir, em um site de vídeos, a imagens com qualidade extremamente superior a qualquer operadora de TV paga brasileira que não exibe conteúdo em alta definição.
A rede reuniu telespectadores que interagem loucamente em redes sociais. Qualquer internauta pode saber, em tempo real, o que outras pessoas acharam do beijo gay em Gossip Girl. Ou da última conquista de José Mayer em uma novela de Manoel Carlos. É impossível não ficar admirado com esse novo modo de ver TV.
Durante o espetáculo do U2, o Twitter pegou fogo. As hashtags #u2webcast e Watching U2 (vendo U2) marcaram presença nos trending topics, lista com os assuntos mais comentados do serviço de microblog. As mensagens eram reproduzidas no YouTube.
Em pouco tempo, os números de audiência vão perder importância. Valerá a opinião emitida em tempo real na internet. Em vez de monitores do Ibope, estúdios terão telas exibindo o comportamento dos telespectadores/internautas.
O futuro é de todos.
“Que horas são no mundo? Para onde estamos indo? Hong Kong? Sidney? Dublin? São Paulo? Marrocos?”, perguntou Bono para a platéia no The Rose Bowl e para milhões de telespectadores ao redor do globo.
Também me pergunto até onde a tecnologia nos levará. Não consigo ver limites.
1. @leobraganca
Ale, pensei em muitas coisas durante este show. Muitas. Sem clichê galvaobuênico de “passou um filme na cabeça”, mas tive em mente tantas passagens da minha infância, o “ao vivo” era algo restrito, quase festejado. Eu acabo de assistir do meu notebook, sem qualquer fio por perto, com duas únicas interrupções de uns dois segundos, um show em alta definição ao vivo, trocando mensagens com outras pessoas, sabendo do setlist, o nome de uma ou outra música que eu desconhecia. Quando? Quando eu iria imaginar isso?
Guardarei com carinho esta madrugada, que fecho ainda com a oportunidade de deixar esses comentários, já que tudo isso que estamos vivendo possibilita também produção e distribuição de conteúdo imediata. Com direito a feedback tão imediato quanto. É isso. Um abraço!
26 de October de 2009 às 04:382. Anderson Coelho
Ótimo post e concordo com você que essa será a nova maneira de ver TV. Alguns programas da MTV que mostram a opinião do povo do Twitter são um exemplo.
26 de October de 2009 às 04:483. @kennedylucas
Deixo aqui o mesmo comentário que fiz no twitter após o show:
“Muito bom o show #u2webcast uma das melhores experiencias online da minha vida.”
26 de October de 2009 às 08:034. Carlos
Te twittei durante o show, mas você não respondeu. Realmente, esse show ao vivo pela internet me marcou, me emocionei. A todo momento eu pensava “meu Deus, são milhoes ao redor do mundo cantando a mesma música ao mesmo tempo, comentando o mesmo momento”. Vai ser uma madrugada pra ficar na história!
E o melhor momento do show foi Amazing Grace. Simples, tocante, profunda. E One, a melhor do U2 para mim.
P.S.: o beijo gay de Gossip Girl no meio da matéria me fez rir! Que venha logo o menage a trois! Rsrsrs
26 de October de 2009 às 10:135. Eder
Sem dúvida que foi uma madrugada muito especial.
De fato, o futuro que nos prometia antes chegou. A coisa de que poderíamos estar em qualquer lugar do mundo é real. O Google nos permite visualizar determinada parte de uma cidade do ponto de vista da rua, como se estivessemos lá.
Que nos adaptemos aos novos tempos e que mais shows e eventos do tipo aconteçam.
Agradecemos à tecnologia.
26 de October de 2009 às 12:466. Ale Rocha
Carlos, peço imensas desculpas pela falta de resposta. Via o show, twittava e escrevi o post ao mesmo tempo. Hoje, com calma, li as respostas aos meus twitts. Li todos, tenha certeza.
26 de October de 2009 às 15:047. Lucas
Claro que esse show foi histórico, mas interessante como ninguém lembra o YouTube Live. Tudo bem que foi transmitido com imagem pior, mas foi um show muito mais abrangente, pois envolveu um monte de gente de dentro e fora do YouTube, e eu não vi nenhum blog grande comentando na época.
27 de October de 2009 às 12:458. Ale Rocha
Lucas, como disse acima, o grande diferencial do #U2Webcast não foi a qualidade impressionante de transmissão, mas a forma como pessoas de todo o mundo interagiram. É a primeira vez que uma “atração de TV” provoca isso. Certamente é uma revolução.
27 de October de 2009 às 13:41